segunda-feira, 15 de março de 2021

Destaque Semana: António Nobre

 António Nobre

 



Vitimado aos 32 anos de idade por tuberculose pulmonar, morre, a 18 de março de 1900, na Foz do Douro, o poeta português António Nobre.

Havia nascido no Porto, a 16 de agosto de 1867.

Inserido nas correntes ultrarromânticas do final do século XIX português, António Nobre publica, em Paris, no ano de 1892, Só, obra subjetiva marcada pela lamentação e pela nostalgia, trespassada pela presença da autoironia, em rotura com a estrutura formal vigente, recorrendo ao discurso coloquial e a uma diversificação estrófica e rítmica dos poemas.

 

segunda-feira, 8 de março de 2021

Dia Internacional da Mulher 2021


Desde 1975, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, em memória da luta por estas iniciada no mesmo dia de 1857.

Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade.

Produto de uma mentalidade ancestral, ao homem ficava mal assumir os trabalhos domésticos, o que implicava para a mulher que exercia uma profissão fora do lar a duplicação do seu trabalho.

Foi necessário esperar pelas últimas décadas do século XX para que o homem passasse, aos poucos, a colaborar nas tarefas caseiras.

 Se no âmbito familiar se assiste a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade.

 O número de mulheres em lugares diretivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho.

 Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.

 Muitas mulheres, para além de ganharem menos que os homens nos empregos e serem tratadas como autênticas escravas no ambiente familiar, ainda estão sujeitas à violência doméstica, que tem vindo a ceifar muitas vidas, mesmo no Portugal dos nossos dias.

quarta-feira, 3 de março de 2021

PRÉMIO ESCOLA SECUNDÁRIA Dr. JOSÉ MACEDO FRAGATEIRO 2020-2021

 XXVII PRÉMIO
ESCOLA SECUNDÁRIA Dr. JOSÉ MACEDO FRAGATEIRO - REGULAMENTO DO CONCURSO


Artigo 1o - A temática dos textos apresentados a concurso, neste ano letivo de 2020/21 será “LIBERDADE EM TEMPO DE CONFINAMENTO”.

Artigo 2o - Os trabalhos deverão ser entregues na EB António Dias Simões ou na ES Dr. José Macedo Fragateiro, e no caso do 4o ano aos professores titulares, até ao dia 12 de abril

Artigo 3o - Poderão participar no Concurso todos os alunos do 4o ao 12o anos do Agrupamento de Escolas de Ovar que estejam em condições legais de frequência à data limite da entrega dos trabalhos.

Artigo 4o - Os concorrentes serão reunidos em três escalões:
o Escalão A : alunos do 4o, 5o e 6o anos;
o Escalão B : alunos do 7o, 8o e 9o anos;
o Escalão C : alunos do 10o, 11o e 12o anos.


Artigo 5o - Só serão aceites trabalhos individuais, referenciados por um pseudónimo; os trabalhos deverão ser obras originais.
# O júri apreciará também a adequação do trabalho ao nível etário do concorrente

Artigo 6o - O trabalho deverá ser de natureza literária (modalidade de Prosa), podendo os participantes apresentar um único trabalho, um texto até quatro páginas conforme artigo 7o.

Artigo 7o - A entrega dos trabalhos a concurso deverá obedecer, aos seguintes pressupostos:
a) Um primeiro sobrescrito contendo os trabalhos, impressos em folhas A4 em triplicado, nos carateres Times New Roman, corpo 12, com a indicação do pseudónimo e escalão a que concorre; (para o 4o ano aceitam-se trabalhos manuscritos); os trabalhos devem ser entregues em folha sem dobrar ou, no máximo, dobrada ao meio;
b) Um segundo sobrescrito mais pequeno do que aquele em que o trabalho é entregue, contendo a identificação do aluno, morada, turma e ano que frequenta e o título da obra, mencionando no exterior apenas o pseudónimo utilizado e o Escalão a que concorre. Os dois sobrescritos devem ser agrafados.

Artigo 8o - No que respeita aos alunos do 4o ano cada professor recolhe os trabalhos e entrega-os ao coordenador de estabelecimento cumprindo o estabelecido no que respeita ao anonimato, conforme artigo 7o.
a) Em cada estabelecimento serão selecionados até 10 trabalhos por um júri criado para o efeito e, o coordenador de estabelecimento, entrega-os até ao dia 26 de abril, na sede do agrupamento para serem apreciados pelo Júri designado para o efeito nos termos do número seguinte.
b) Os 10 trabalhos escolhidos em cada escola serão entregues pelo coordenador de estabelecimento, cumprindo o estabelecido no artigo 7o.

Artigo 9o - Os trabalhos serão julgados por um Júri, designado para o efeito pela direção do Agrupamento.

Artigo 10o - As deliberações do Júri são tomadas por maioria simples, até ao dia 4 junho e tornadas públicas até ao final do ano letivo.

Artigo 11o - Das decisões do Júri não haverá apelo.

Artigo 12o - O Júri poderá não atribuir os prémios previstos neste Regulamento, se entender que os trabalhos apresentados não revelam qualidade para serem distinguidos. A existência de 1os prémios ex-aequo inviabiliza a atribuição de 2o prémio;

Artigo 13o - O Júri elaborará uma ata final, assinada por todos os seus membros.

Artigo 14o - Existirão dois prémios em cada escalão, no valor de:

    Escalão A
   Escalão B  Escalão C
  1o Prémio 
 80,00 € 100,00 €
     120,00 €
  2o Prémio   40,00 €  50,00 €  60,00 €

 Artigo 15o - Os trabalhos premiados serão pertença do Agrupamento e não serão devolvidos aos concorrentes.

Artigo 15o - Os trabalhos premiados serão pertença do Agrupamento e não serão devolvidos aos concorrentes.

Artigo 16o - Todos os alunos receberão um certificado de participação.

Artigo 17o - Os prémios atribuídos serão entregues em sessão pública aos alunos distinguidos ou a quem os representar.

Artigo 18o - Os casos omissos e as dúvidas de interpretação deste Regulamento serão resolvidos pelo Júri.

Ovar, 16 fevereiro de 2021

segunda-feira, 1 de março de 2021

1 de março - morte Vergílio Ferreira

 1 de março - data da morte de Vergílio Ferreira

 

 A 1 de março de 1996, morre, em Lisboa, com 80 anos de idade, o escritor português Vergílio Ferreira. Havia nascido 28 de janeiro de 1916, na aldeia de Melo (Concelho de Gouveia). Aos 12 anos, entra no seminário do Fundão. A sua permanência durante seis anos neste estabelecimento, servirá, mais tarde, para tema central de Manhã Submersa. Em 1936, deixa o seminário e acaba o Curso Liceal no Liceu da Guarda, entrando para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 


  Em 1939, escreve o seu primeiro romance, O Caminho Fica Longe. Após a obtenção, em 1940, da licenciatura em Filologia Clássica, conclui, em 1942, o Estágio para professor no Liceu D. João III, em Coimbra. Inicia a sua carreira de professor em Faro, local onde publica Teria Camões lido Platão? e Onde Tudo Foi Morrendo. Em 1944, enquanto dava aulas no Liceu de Bragança, publica Onde Tudo Foi Morrendo e escreve Vagão "J" que apenas surgirá em 1946. Em 1953, enquanto era professor no Liceu de Évora, escreve o seu mais conhecido romance: Manhã Submersa que será publicado em 1954. A partir de 1953, fixa-se Lisboa, passando a lecionar o resto da sua carreira no Liceu Camões. Neste período, escreve, entre outras, as seguintes obras: Aparição (1959), Nítido Nulo (1971) e Conta-Corrente (1980-1988). Foi galardoado com o Prémio Camões em 1992 e o seu nome é dado a um prestigiado prémio no campo da Literatura. Podemos dividir a sua obra em ficção (romance e conto), ensaio e diário.

Os seus livros abrangem dois períodos literários: o Neorrealismo e o Existencialismo, considerando-se Mudança como a produção textual que marca a transição entre estes dois períodos.

 

 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Premiados do CMML (edição 13)

Premiados do Concurso Mais e Melhores Leitores 2021


Resultados do CMML de 2021 com a lista dos premiados da edição 13, após desempate.
As listas com todos os resultados desta fase concelhia estão afixadas no expositor da biblioteca da Escola José Macedo Fragateiro, (Agrupamento de Escolas de Ovar).


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Nascimento de David Mourão Ferreira

 Nascimento de David Mourão Ferreira - 24 de fevereiro de1927

Em 24 de fevereiro de 1927, nasceeu, em Lisboa, o escritor, jornalista, poeta e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, David Mourão-Ferreira.


Breve biografia

David Mourão-Ferreira, considerado um dos maiores poetas contemporâneos portugueses do
Século XX, era filho de David Ferreira, secretário do diretor da Biblioteca Nacional de Portugal.
Frequentou o Colégio Moderno e licenciou-se, no ano de 1951, em Filologia Românica na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, a partir de 1958, exerceria o cargo de
assistente.
De 1963 a 1973, foi secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Autores.
Para além da sua vasta obra como escritor e poeta, colaborou em diversos jornais e revistas,
entre os quais destacamos o Diário Popular e a revista Seara Nova. Depois da Revolução dos
Cravos, exerceu os cargos de diretor de A Capital e diretor-adjunto de O Dia.
Desempenhou, ainda, funções governativas, tendo sido nomeado para o cargo de Secretário
de Estado da Cultura. Foi ele que assinou, em 1977, o despacho que criou a Companhia
Nacional de Bailado.
Na televisão foi autor de alguns programas, com destaque para Imagens da Poesia Europeia,
que foi transmitido na RTP.
A 13 de Julho de 1981, foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada, elevado, a 3 de junho de 1996, para a Grã-Cruz da Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade
Portuguesa de Autores.

Em 2005. a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor atribuindo o seu nome a uma
avenida no Alto do Lumiar.
Entre as suas obras poéticas mais representativas, citamos A Secreta Viagem e Tempestade de
Verão.
Na ficção narrativa, destacamos Gaivotas em Terra, As Quatro Estações e Um Amor Feliz.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Nascimento de António Aleixo

Em 18 de fevereiro de 1899, nasceu, em Vila Real de Santo António, o poeta popular, António
Aleixo.

Homem simples e semianalfabeto, fazia espontaneamente versos repletos de ironia e crítica
social, sendo considerado um dos mais relevantes poetas populares portugueses.

Os quatro versos do poema que a seguir transcrevemos sintetizam na perfeição a sua vida:


Fui polícia, fui soldado,
estive fora da nação;
vendo jogo, guardo gado,
só me falta ser ladrão.


 


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Júlio Verne - 8 de fevereiro de 1828

 

 A 8 de fevereiro de 1828, nasce, em Nantes, o escritor francês Jules Gabriel Verne, conhecido
nos países de língua portuguesa por Júlio Verne.
Filho mais velho de cinco irmãos, passa a sua infância com os pais, Pierre Verne, advogado que
exercia a magistratura e Sophie Allote de la Fuÿe, originária de uma família burguesa de
Nantes.
A proximidade da sua casa ao porto de Nantes, repleto de navios e marinheiros e ainda o facto
de ter iniciado os estudos, aos seis anos de idade, com a viúva de um capitão, certamente o
influenciou na escrita de inúmeros romances de aventuras passados no mar e em longínquas
terras.
Com oito anos, tem a sua primeira aventura: embarca para Índia como aprendiz de
marinheiro, mas o seu pai intersecta-o em Paimboeuf, obrigando-o a regressar a casa, onde
prosseguirá os seus estudos, até se formar em Direito.
O pai envia-o para Paris, para realizar os exames necessários para exercer advocacia mas este
interessa-se mais por teatro do que pelas leis. Neste período da sua vida conhece os escritores
Alexandre Dumas e Victor Hugo com quem convive.
Em 1857, casa-se com Honorine de Viane Morel, de 26 anos, viúva com duas filhas.
Efetua viagens a Inglaterra e à Escócia em 1859, e à Noruega e à Escandinávia em 1861.
As conversas que estabelece com muitos cientistas da época e a sua imaginação criadora,
contribuem para a feitura de obras muito avançadas para a sua época, como é o caso de
viagens ao centro da Terra, ao fundo dos oceanos e à Lua, podendo, por isso, ser considerado
como o pai dos romances de ficção científica.
Os livros que escreve proporcionam-lhe fama e fortuna. Num dos dois iates que adquire ao
longo da sua vida, realiza uma viagem aos Estados Unidos, escrevendo, durante o período de
regresso, Vinte Mil Léguas Submarinas.
Atingido por uma catarata em 1902, morre, a 24 de março de 1905, na sua casa de Amiens,
após ter escrito mais de 100 romances.

Apresentamos, seguidamente, algumas das suas obras mais significativas, mencionando a data
en que foram escritas:

• Cinco semanas em balão, 1863
• Paris no século XX, 1863 (publicado apenas em 1989)
• Viagem ao centro da terra, 1864
• Da Terra à Lua, 1865
• Os Filhos do Capitão Grant, 1866-1868
• À roda da Lua, 1869
• Vinte mil léguas submarinas, 1870
• Uma cidade flutuante, 1871
• A volta ao mundo em oitenta dias, 1872
• A ilha misteriosa, 1873-1875
• Miguel Strogoff, o correio do czar, 1876
• Um drama no México, 1876
• Um capitão de quinze anos, 1878
• As atribulações de um chinês na China, 1879
• A revolta da Bounty, 1879
• A jangada, 1880
• A casa a vapor, 1880
• A escola dos Robinsons, 1882
• O raio verde, 1882
• Os piratas do arquipélago, 1883
• A estrela do Sul, 1884
• O náufrago do Cynthia, 1885
• A esposa do Capitão Branican, 1891 • A esfinge dos gelos, 1895
• O senhor do mundo, 1904
• A Aldeia Aérea, 1901
• A invasão do Mar, 1905

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Molière - 15 janeiro 1622


A 15 de janeiro de 1622, nasce, em Paris, o dramaturgo, ator e encenador francês Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière.

O panorama teatral francês encontrava-se muito dependente das temáticas da mitologia grega. Assim com o fez Gil Vicente, Molière, nascido 157 anos depois do introdutor do Teatro em Portugal, utilizou as suas obras pra criticar os costumes da época, sendo considerado o fundador indireto da Comédie-Française.

Entre a sua vasta obra teatral, destacamos Le Malade Imaginaire, já levado à cena pela maioria das companhias teatrais, incluindo as de países de língua oficial portuguesa, com os atores se expressando na língua de Camões.

 


Aconselhamos a visita online à Documentação digitalizadasobre Molière disponibilizada pela Bibliothèque Nationale de France, clicando aqui: http://data.bnf.fr/11916418/moliere/ 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Ilse Losa - 6 janeiro 2006

 

    


A 6 de Janeiro de 2006, morre, no Porto, a escritora e tradutora portuguesa Ilse Losa.

Havia nascido a 20 de março de 1913, em Buer, uma pequena aldeia alemã localizada a 125 km de Hannover.

Filha do casal judeu alemão Artur Lieblich e de Hedwig Hirsch Lieblich, é criada, em criança, pelos seus avós paternos Joseph e Fanny, que se encarregam da sua educação.

Anos mais tarde, volta a viver com os seus pais e com Ernest e Fritz, seus irmãos mais novos.

    Estuda nos liceus de Osnabrück e Hildesheim e, posteriormente, no Instituto Comercial de Hanôver.

A morte do pai, vitimado por doença oncológica, deixa a sua família com muitas dificuldades económicas, levando Ilse a partir para a Inglaterra em 1930, a fim de arranjar um trabalho com o qual pudesse ajudar a sustentar os seus familiares.

Nesse país, cuida, durante um ano, de crianças e tem os primeiros contactos com estabelecimentos de ensino infantil, o que mais tarde em muito contribuiria para a sua propensão para escrever livros para crianças. Simultaneamente, aperfeiçoa o seu inglês.

De regresso à Alemanha, encontra o seu país natal envolto na ideologia nazi, com constantes ataques antissemitas. Na sua qualidade de judia, é ameaçada pela Gestapo de ser conduzida a um campo de concentração.

Consegue fugir da Alemanha com a sua mãe, chegando a Portugal em 1934, sendo acolhida na cidade do Porto pelo seu irmão Fritz que já ali vivia consorciado com Florisa Estelita Gonçalves de quem tivera duas filhas: Sílvia e Ângela.


Em 1935, adquire a nacionalidade portuguesa através do seu casamento com o arquiteto Arménio Taveira Losa. Nesse ano, integra uma associação apolítica e não religiosa de mulheres antifascistas e antibélicas, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz.

Três anos mais tarde, nasce a sua primeira filha, Alexandra. Onze anos depois, quando decorria o ano de 1949, tem uma segunda filha, Margarida. Nesse ano publica o seu primeiro livro, O mundo em que vivi, onde relata, de forma impressionante e comovente, a sua vida desde a infância até à altura em que teve de abandonar a Alemanha para fugir à perseguição dos nazis.

A partir desta data, passa a dedicar-se à tradução e à literatura infanto-juvenil.

É galardoada duas vezes com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças: em 1981, pelo livro Na Quinta das Cerejeiras e, em 1984, pelo conjunto da sua obra dedicada às crianças.

Em 1989, recebe, pelo seu livro Silka, o Prémio Maçã de Ouro, atribuído pela Bienal Internacional de Bratislava.

A 9 de Junho de 1995, é feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

Em 1998, recebe o Grande Prémio de Crónica, da Associação Portuguesa de Escritores pela sua obra À Flor do Tempo.

Colaborou em diversos jornais e revistas, portugueses e alemães, nomeadamente o Jornal de Notícias, O Comércio do Porto, Diário de Notícias, Público, Seara Nova, Jornal das Letras, Vértice, e o Neue Deutsche Literatur.

Traduziu do alemão para português, entre outros autores, Brecht, Anna Seghers, Erich Kästner e Max Frisch, para além do dinarmaquês Andersen. Fez, também, a tradução para português do Diário de Anne Frank. Vários autores portugueses foram por ela traduzidos para alemão.

Na sua obra, é notável a forma dolorosa com que exprime as angústias por que passou na sua vida, sendo vista como estrangeira e estranha no seu país natal e até na sua pátria adotiva.

Apesar de ser mais conhecida pela escrita destinada aos mais novos, a sua obra estende-se ao romance, ao conto e à crónica.

Obras

Literatura infantil

• Faísca Conta a Sua História, 1949

• A Flor Azul e outras Histórias, 1955

• Um Fidalgo de Pernas Curtas, 1958

• Um Artista Chamado Duque, 1965

• A Adivinha, 1967, teatro infantil

• O Quadro Roubado, 1976

• Beatriz e o Plátano, 1977

• João e Guida, 1977, teatro infantil

• O Príncipe Nabo, 1978, teatro infantil

• O Mosquito e o Sr. Pechincha, 1979

• A Minha Melhor História, 1979

• Bonifácio, 1980

• A Estranha História duma Tília, 1981

• O Expositor, 1982

• Na Quinta das Cerejeiras, 1984

• Estas Searas, 1984, contos e crónicas

• Silka, 1989

• Viagem com Wish, 1985

• Ana ou Uma Coisa Nunca Vista, 1986

• O Senhor Leopardo, 1987

• Ora ouve... Histórias Antiquíssimas, 1987, adaptação

• A Visita do Padrinho, 1989

• O rei Rique e Outras Histórias, 1989


Romances

• O Mundo em Que Vivi, 1943

• Histórias Quase Esquecidas, 1950, contos

• Grades Brancas, 1951, poemas em prosa

• Rio Sem Ponte, 1952

• Aqui Havia Uma Casa, 1955 – ilustrações de Pitum Keil do Amaral

• Retta ou o Ciúme da Morte, 1958, contos

• Sob Céus Estranhos, 1962

• Encontros no Outono, 1965, contos

• O Barco Afundado, 1979, contos

• Caminhos Sem Destino, 1991, contos


Crónicas

• Ida e Volta à Procura de Babbitt, 1958

• À Flor do Tempo, 1997